Ana Figueira é licenciada em Dança pela Faculdade de Motricidade Humana, UTL. Como bolseira ERASMUS, frequentou o Laban Centre, Londres, onde completou o estágio com 19 valores. Mestre em Performance Artística-Dança – FMH, 1999. Pós Graduação em Gestão das Artes – AEP. Foi fundadora do NEC e sua diretora durante 12 anos, cargo que deixou aquando do convite, em 2005, para programar a área da dança no Teatro Aveirense, onde esteve até 2007, tendo nessa data assumido o cargo de diretora artística até Outubro de 2009. Naquele teatro, acumulou funções de diretora de produção. De 1998 à atualidade é fundadora e diretora da Companhia Instável. Foi responsável pelas atividades culturais da Fundação Narciso Ferreira durante 18 anos. Foi produtora do Mudanças 2002, plataforma que aconteceu em seis teatros do Porto. Foi diretora do Festival Invicta Cidade que Dança (NEC) de 1999 a 2001 e das 4 edições do Festival Arte e Novas Tecnologias, Aveiro. Em 93/94 foi consultora do Coliseu do Porto para a área da dança. Foi professora convidada na ESE, nos cursos de dança na comunidade e de Gestão e Produção (CGPAE) – Fórum Dança, Porto. É, desde 2002, professora convidada de Marketing da Cultura e Divulgação e produção do Curso de Direção de Cena da ESMAE. É, desde 1992 professora do Ginasiano- Escola de Dança.
Desenvolveu o seu trabalho como coreógrafa entre 1989 e 98. Através dos projetos que criou para o NEC e Companhia Instável, tem tido um papel de relevância no incentivo a jovens criadores e intérpretes, assim como no desenvolvimento da dança no Porto. O trabalho que tem desenvolvido, quer com os criadores, quer como programadora, confere-lhe uma compreensão ambivalente do meio, não só na perspetiva da oferta como na da procura. O seu trabalho como formadora e a experiência como coreógrafa completam uma perceção abrangente das diversas vertentes da área e, no caso da formação, um conhecimento próximo de futuras gerações de criadores e intérpretes. Tem tido, desde há 20 anos, como projeto de vida o desenvolvimento do tecido artístico e nos últimos anos, o desenvolvimento de públicos para a Dança.